[Reflexão]O vexame do Globo de Ouro

18 January 2018

No Globo de Ouro, Natalie Portman “cria” saia justa ao anunciar os indicados ao prêmio de melhor diretor, por destacar o fato, que todos os indicados serem homens. Não menos importante que a atitude das atrizes de irem de preto, simbolizando um luto as recentes e recorrentes acusações de assédio sexual que assolam Hollywood, a vitrine do sucesso e poder. Engraçado, que esse fato é tão comum na “vida comum”, todos conhecem alguma mulher que sofreu algum tipo de assédio, e ou já foi vítima do mesmo.

Porém, voltando a Natalie, seu ato não poderia vir mais a calhar para nos lembrar do quão difícil é para mulheres a ocupação de espaços. Quem não se emocionou em ir ao cinema e ver Gal Gadot como Diana Prince, a Mulher Maravilha, dirigida por Patty Jenkins.

O marco do sucesso do filme, que fez a esperança de todos em uma melhora cinematográfica do universo DC, não foi o suficiente para que Patty fosse ao menos indicada ao prêmio, claro.

Ao que parece nenhum sucesso será suficiente enquanto a espera desse reconhecimento for externa, sem exposição das atrocidades que acontecem na injustiça da desigualdade de gênero.

Natalie Portman, colocou o dedo na ferida, que isso nos sirva de exemplo que só existirá o debate, quando começarmos a expôr sem medo.

Eis que hollywood mas uma vez se torna vitrine para nos mostrar que a luta é muito mais embasada na união, do que nas divergências que possam haver. Avante mulheres, nós podemos.